quarta-feira, 18 de julho de 2018

Declaração de Madrid para a compreensão, respeito e liberdade.

Madrid, 23 de Fevereiro de 2018.
A tão aclamada “perspectiva de gênero” foi inicialmente introduzida na agenda internacional para garantir a igualdade de oportunidades e de direitos entre homens e mulheres. Hoje, isso se tornou uma autêntica “ideologia de gênero”, com objetivos que são perigosos para a democracia. A ideologia de gênero tem sido usada violentamente e se transformou, do que poderia ser, em uma mentira.
Especialistas e cientistas de diferentes ramos (médico, legal, social e político), representantes de organizações não-governamentais do mundo todo e homossexuais se reuniram em Madrid para discutir as estratégias e consequências da ideologia de gênero. Os conferencistas chegaram às seguintes conclusões, as quais gostaríamos de compartilhar com o público e a mídia:
1 – Ainda há muito trabalho a ser feito para se chegar a um completo respeito a todos os indivíduos, no sistema educacional e na sociedade em geral. Ainda é necessário educar, e em certos casos legislar, para evitar a violência contra crianças e adultos, devido a diferenças de cultura e de sexo, diferenças físicas – como obesidade ou deficiência –, ou instâncias de disforia de gênero ou atração pelo mesmo sexo.
2 – Em nossa sociedade, há pessoas que sofrem. Essas pessoas deveriam receber cuidados e ser protegidas de atos de violência, mas também devemos ter ciência de que há diversas formas de ajudá-los. Por exemplo: em casos de disforia de gênero em crianças, algumas pessoas defendem que se obstrua a puberdade e se prescrevam hormônios do sexo oposto pelo resto de suas vidas. No entanto, muitos cientistas proeminentes e estudos médicos demonstram que essa medida é nociva. Outras soluções precisam ser examinadas e as questões precisam ser estudadas com mais profundidade. Os pais desses menores de idade e outros que lhes sejam próximos também sofrem e anseiam pela melhor solução para seus filhos e filhas. Essas crianças não deveriam ser usadas como “armas humanas” em uma batalha ideológica.
3 – Em nome da liberdade, a liberdade está sendo eliminada. As apologistas da ideologia de gênero estão violando os direitos fundamentais e a liberdade, sob o pretexto de promover a igualdade e o respeito pela diversidade:
a) Qualquer um que discorde dos postulados da ideologia de gênero é censurado, severamente punido, difamado e estigmatizado como “homofóbico”, “transfóbico”, e outros insultos depreciativos. A liberdade de opinião e o debate científico são censurados. Muitos homossexuais e transsexuais foram, e continuam sendo, vítimas da ideologia de gênero. Até mesmo a mídia se rende aos grupos LGBTI, por terem medo de sanções econômicas, que podem ocorrer ao expressarem desaprovação pelo lobby da ideologia de gênero.
b) Leis eufemisticamente decretadas como sendo “contra a discriminação, com base na orientação sexual, identidade ou expressão de gênero e características sexuais”, são na verdade tentativas de estabelecer um pensamento monolítico sobre questões onde a liberdade de expressão e o debate deveriam prevalecer. Na Espanha, um exemplo é a lei LGBTI, elaborada pelo partido de esquerda Podemos. A lei visa a aplicação de multas, encarceramento e outras punições pelo crime de discordar do método dos ideólogos de gênero para tratar crianças com disforia de gênero. Alguns desses tratamentos são atualmente considerados ‘abuso infantil’, mesmo em países que os tem utilizado por um bom tempo. Essas leis também propõem a doutrinação obrigatória dos menores em conceitos como diversidade sexual, diversidade familiar, e disforia de gênero. Eles querem consagrar a possibilidade de alguém ser capaz de escolher o próprio sexo, sem dificuldades, até mesmo para crianças de 5-8 anos de idade. Essa doutrinação pseudo-científica é contrária ao direito dos pais de educar seus filhos de acordo com seus valores. Esses valores não são discriminatórios ou violentos, são somente diferentes do que os ideólogos de gênero querem.
4 – A I Conferência Internacional sobre Gênero, Sexo e Educação proclamou a verdade sobre tópicos complexos relacionados à dor e a experiência das pessoas reais.
Estamos seguros de que a verdade irá ajudar a aliviar o sofrimento. Queremos defender o direito das crianças de não serem manipuladas ou adestradas pela ideologia de gênero. Queremos defender o direito dos pais de educar os seus filhos na liberdade. Queremos defender o direito e a responsabilidade dos cientistas de trabalhar e compartilhar as suas pesquisas sem o constrangimento de uma “lei da mordaça”. Esses cientistas estão cumprindo seu dever e buscando a verdade. A ideologia de gênero não é o caminho para dar fim a disforia de gênero e outras questões relacionadas à sexualidade humana. Sob o pretexto de resolver um problema, a ideologia de gênero busca impor uma visão de raízes ideológicas.
5 – Nós publicamente condenamos a estratégia do lobby da ideologia de gênero, o qual inclui a farsa e a coerção. Isso é ainda mais evidente quando essa agenda é cristalizada em leis que institucionalizam a perseguição e restrição da liberdade de expressão, que proíbem alguns profissionais da saúde de se expressar livremente ou tratarem de seus pacientes, e a imposição de uma visão incorreta da sexualidade nas escolas. Pior ainda, a legislação está sendo feita com intuito de perseguir pais que se recusem a seguir os ditames da ideologia de gênero. Tendo em vista essas ameaças, a I Conferência Internacional de Gênero, Sexo e Educação mantém as esperanças no poder da verdade, ciência, democracia e liberdade de expressão.
6 – E por fim, apelamos à sociedade civil e pedimos que tanto organizações e indivíduos defendam ativamente as pessoas que estão sendo censuradas pelos ideólogos de gênero. Qualquer um pode ser um guardião da liberdade de expressão por meio das ferramentas disponíveis nas democracias saudáveis. Esse é um componente necessário que assegura o fracasso dos elementos tirânicos da ideologia de gênero. Por fim, é necessário exigir respeito por aqueles que sofrem e garantir a liberdade daqueles que podem ajudá-los.

Madrid, 23 de Fevereiro de 2018
– Miriam Ben-Shalom (EUA). Professora e ativista. Ex-sargento do exército americano. Fundadora da Associação de Gays, Lésbicas e Bissexuais Veteranos da América (GLBVA).
– Augustín Laje (Argentina). Cientista político, jornalista e escritor.
– Rubén Navarro (Espanha). Advogado. Especialista em direitos humanos. Ele trabalhou para a Holy See e para a Aliança pela Defesa da Liberdade Internacional (ADF).
– Michelle Cretella (EUA) Doutora em Medicina, Presidente do American College od Pediatricians
– Glenn T. Staton EUA). Doutor em filosofia, história e religião, Diretor de Estudos com foco na organização familiar.
– Paul Hruz (EUA). Físico especializado em pediatria endocrinologica, graduado em química e bioquímica e doutor em filosofia; membro do Multidisciplinary Attention Programme of Development Sexual Disorders (DSD) em Washington University in St. Louis (Missouri).
– Gabriele Kuby (Alemanha). Socióloga, escritora e autora do livro The Global Sexual Revolution – Destruction of Freedom in the Name of Freedom, traduzido para 13 idiomas.
– Walt Heyer (EUA). Homem, submeteu-se a uma operação de mudança de sexo da qual arrependeu e depois retornou ao seu sexo biológico.

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